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08/08/2013 - Indústria de suínos projeta recuperação nas exportações no segundo semestre

Depois de um primeiro semestre turbulento, o segundo promete boas notícias para suinocultura brasileira, principalmente depois que a Ucrânia anunciou o fim de barreiras sanitárias impostas no primeiro trimestre do ano. A retomada as exportações para a Ucrânia e a abertura de novos mercados como Japão e Estados Unidos devem impulsionar as vendas externas e garantir o mesmo volume de exportações do ano passado.

Hoje o principal parceiro comercial do Brasil nesse mercado é a Rússia, que gerou notícias negativas em relação ao setor nas últimas semanas. O secretário do departamento de imprensa russo Alexey Alekseyenko informou que o país pode impedir totalmente a importação de carne suína do Brasil. "Sim, há uma possibilidade de que teremos que restringir completamente a importação de carne suína brasileira. Vamos ter de tomar essas medidas de emergência, porque numa inspeção recente das empresas brasileiras constatamos que não há um sistema confiável para impedir o uso de ractopamina em seus produtos", afirmou Alekseyenko à agência russa “Prime”.

A última missão no Brasil foi realizada entre o final de junho e metade de julho deste ano, a fim de verificar o cumprimento das exigências da União Aduaneira Eurasiática (composta pela Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão) referentes ao uso de ractopamina no processo de produção por 16 fornecedores de carne suína brasileira. Em conversa na manhã desta sexta-feira com o Brazilian Meat Monitor o presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) Rui Vargas afirmou que alguns problemas foram encontrados em três empresas, que são apenas candidatas à exportação. “Talvez tenha ocorrido um mal entendido na imprensa, mas em suínos as empresas que estão fora das normas são empresas que não estão exportando para a Rússia. O governo e essas empresas dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, já iniciaram um plano de ações para correção de todos os problemas”, afirma Vargas. Segundo ele, as indústrias habilitadas para exportar para a Rússia cumprem integralmente todas as exigências solicitadas.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a Rússia importou 69 mil toneladas de carne suína no primeiro semestre, somando um total de US$ 201 milhões. O volume já é mais que a metade do total exportado no mesmo período do ano passado. A expectativa para este ano é que o volume chegue a 200 mil toneladas, mesmo de 2012. Segundo a Abipecs a Rússia respondendo por 28,7% da quantidade total de carne suína exportada pelo Brasil. Logo atrás estão Hong Kong , Ucrânia e Cingapura.




Um dos principais estados exportadores de carne suína do Brasil é Santa Catarina, que concentra as maiores indústrias processadoras. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados (Sindicarne/SC), Cléver Pirola Ávila, todas as empresas exportadoras estão devidamente dentro das exigências e essa notícia de um possível embargo por parte da Rússia é mais uma maneira indireta de tentar regular o mercado. “A agroindústria catarinense está muito tranquila, acontece que há uma intenção de regular os preços no país importador, não é o primeiro ano que enfrentamos esse tipo de problema”, diz Pirola. “Exportamos carne suína há mais de 40 anos para mais de 150 países, e se a Rússia insistir em embargos cabe a nós abrir novos mercados”, conclui. Em julho deste ano, o Japão, importante player também foi conquistado pela indústria catarinense e segundo Pirola a abertura de comércio para a Coréia do Sul deve acontecer até dezembro. No ano passado China e EUA iniciaram importações de carne suína e de frango do estado.

Cenário atual do setor

O Brasil exportou 240,515 mil toneladas de Suínos no primeiro semestre, 10,52% menos do que o mesmo período de 2012. A redução também impactou na receita do período, que fechou em US$ 630,2 milhões, queda de 8,31%, mesmo diante do reajuste do preço do suíno, que aumentou 2,47% e ficou em US$ 2.620 a tonelada.

Para entidades do setor essa queda do primeiro semestre deve ser revertida, e pode até superar as exportações do ano passado. Segundo Vargas, a reabertura do mercado consumidor da Ucrânia será sentido somente neste mês agosto. "Nos números de julho não sei se vai ter um impacto completo, mas uma parte deverá aparecer nos números de julho. Espera-se que em agosto os números apareçam de forma sólida", disse Vargas ao Brazilian Meat Monitor.

Outro ponto positivo para o setor, neste ano, foi a abertura do mercado japonês à importação de Suínos produzidos em Santa Catarina. Segundo informações do setor, os embarques ao Japão podem alcançar 100 mil toneladas no longo prazo.

Vargas acredita que as exportações de Suínos possam crescer até 2% e alcançar 600 mil toneladas neste ano. Ele defende, porém, que essa elevação não se dê às custas do desabastecimento do mercado interno, que já consome 2,9 milhões de toneladas ao ano. "Hoje temos um consumo interno de 14 a 15 quilogramas per capita [por ano]. Poderíamos chegar até 100 quilogramas [per capital por ano] se puder. Não podemos retirar essa fatia do consumidor brasileiro", atestou o presidente da Abipecs em entrevista para o jornal DCI.

Desafios

Para o presidente da entidade o grande desafio da suinocultura brasileira é a infraestrutura da logística. “Temos um custo muito elevado e muitas vezes perdemos competitividade na venda. O custo para o transporte tanto no mercado externo como interno é muito caro. Hoje temos concorrentes de peso no exterior que são EUA, Canadá e Dinamarca”, conclui.

Fonte: Informa Economics FNP, por Zenaide Peres

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