Imprensa

Receba nossa Newsletter



Fretes rodoviários tendem a subir mais que a inflação

09/01/2020 - Fretes rodoviários tendem a subir mais que a inflação

 O ano passado foi marcado por discussões e turbulência no mercado de fretes rodoviários, diante da espera pelo julgamento sobre a validade da tabela de preços mínimos, que não ocorreu no Supremo Tribunal Federal (STF), e do descontentamento de produtores, tradings e caminhoneiros quanto aos valores praticados.

A incerteza perdura neste início de 2020, e com o andamento dos trabalhos de colheita inflação. Em algumas regiões de maior concorrência, as altas poderão superar 10%. E o pico de demanda será em março, e não em janeiro e fevereiro, como foi em 2019.

Esse é o cenário traçado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), que acompanha de perto esse mercado e foi contratado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para destrinchar os custos dos caminhoneiros e bolar uma tabela de preços mínimos capaz de apaziguar os ânimos na cadeia produtiva.

Abner Matheus João, pesquisador da Esalq-Log, lembra que os grãos foram semeados nesta safra no período tradicional - e não antecipadamente, como no ciclo 2018/19 -, de forma que a colheita ganhará força a partir de fevereiro na maior parte dos polos, e não coincidirá com o escoamento de açúcar para exportação, o que aconteceu no ano passado. “Voltaremos a uma normalidade de demanda por caminhões”.

Mas essa não é a visão de grande parte dos caminhoneiros. “No período de colheita, conseguimos realmente os valores da tabela ou até acima, porque há muita demanda. Mas, durante o resto do ano, é um salve-se-quem-puder. Aceitamos qualquer coisa para não ficarmos parados, e muitas vezes temos prejuízo”, disse um deles ao Valor.

No segmento de fertilizantes, o chamado frete de retorno deverá subir apenas em linha com a inflação, ou entre 4% e 5%. “A normalidade da safra permitirá uma maior disponibilidade de caminhões no período certo, e os caminhões poderão ficar dois ou três dias nos portos para receber os fertilizantes antes de voltarem”, diz Abner Matheus João.

Durante a colheita de 2019, em algumas rotas o frete de retorno chegou a subir mais de 30% devido à necessidade de caminhões no campo ao mesmo tempo em que eram demandados nos portos para transportar os insumos. Na ocasião, tradings chegaram a pagar para os veículos voltarem vazios mais rapidamente.

Fonte: Valor Econômico adaptado pela IEG FNP

Compartilhe:

Índice

Consultoria
Projetos que englobam aspectos socioeconômicos, mercadológicos, técnicos e comerciais da atividade agropecuária.
Business Intelligence
Estudos de pesquisas de mercado, análises setoriais e competitivas.
Palestras
Confira as últimas apresentações dos analistas da Informa Economics FNP sobre as diversas áreas e segmentos do agronegócio.
Publicações
Anuários, boletins e relatórios em português e inglês.
Quem Somos | Pecuária | Grãos | Açúcar/Etanol | Terras | Insumos | Anualpec | Agrianual | Imprensa | Consultoria | Business Intelligence | Palestras | Publicações
IEG FNP | Agribusiness Intelligence
Avenida Paulista, 726 – 17º andar – Bela Vista, São Paulo – SP - 01310-100
Tel.: + 55 11 4504-1414
e-mail: informaecon-fnp@informaecon-fnp.com
Copyright © 2019 IHS Markit. All Rights Reserved