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Minerva oficializa joint venture com grupo chinês Joey Foods

25/10/2019 - Minerva oficializa joint venture com grupo chinês Joey Foods

 A brasileira Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, assinou recentemente com a Joey Foods, que pertence aos grupos chineses Xuefang Chen e Wenbo Ge, a formalização da primeira joint venture entre uma empresa brasileira e chinesa do setor de carnes. Na nova empresa, que ainda não tem nome, a Minerva terá 51% do capital e a Joey, 49%. O investimento total é de US$ 15 milhões. A sociedade fará a importação e distribuição da carne na China.

“O mercado de carne bovina ganhou mais espaço na China por causa da melhora na distribuição de renda da população e a peste suína africana catalisou uma tendência de mercado”, disse o CEO da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, que está em Pequim para o ato.

Desde 2000, o consumo cresceu 72% no país. Estimativas oficiais dão conta de que 28% do rebanho de porcos foi dizimado pela peste suína africana. Os cálculos do mercado são superiores. O Rabobank, por exemplo, estima que a China perdeu 43% do seu rebanho.

A guerra comercial com os EUA, potencial exportador de carne suína para a China, seria um terceiro fator a estimular o mercado. A tensão arrefeceu, mas teria sido suficiente, na avaliação da Minerva, para levar o país a buscar a diversificação do seu consumo de carnes. Numa visita presidencial a ser marcada pela escassa formalização de acordos, o contrato será um dos poucos a ser concretizado.

A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, a primeira da comitiva a chegar a Pequim, tenta formalizar com autoridades chinesas o aval a sementes de soja tecnologicamente aprimoradas, mas enfrenta resistências. Uma aprovação do gênero, que costumava durar oito meses, hoje pode levar até três anos.

A demora, em grande parte, decorre de problemas havidos com outros produtos geneticamente modificados. Fontes do governo brasileiro também atribuem a extensão do prazo à resistência chinesa a ceder à pressão das grandes multinacionais que dominam o setor. O esforço da ministra é o de convencê-los de que são os agricultores brasileiros, que permanecem com sua soja estocada, os maiores prejudicados pela demora.

No lobby do Hotel St. Regis, onde está hospedada a maior parte da comitiva presidencial, há um permanente vaivém de representantes de frigoríficos brasileiros que aguardam a liberação das autoridades chinesas, a ser intermediada pela ministra da Agricultura, para poderem exportar para o país. O Brasil tem se valido do apoio à pretensão chinesa na FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), posição que enfrentou uma resistência inicial do Itamaraty, para abrir mais mercado para o agronegócio brasileiro no mercado chinês.

Fonte: Valor Econômico adaptado pela adaptado pela IEG FNP

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