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SOJA: MERCADO MONITORA NOTÍCIAS DA GUERRA COMERCIAL E DEMANDA NOS EUA

16/09/2019 - SOJA: MERCADO MONITORA NOTÍCIAS DA GUERRA COMERCIAL E DEMANDA NOS EUA

 Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) tendem a encontrar sustentação nesta segunda-feira em sinais de maior demanda pelo grão produzido nos Estados Unidos, inclusive por parte da China. Na quinta-feira e na sexta-feira, circularam informações de que o país asiático teria comprado 600 mil toneladas de soja norte-americana para embarque entre outubro e dezembro. Na sexta, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou venda de 204 mil toneladas da oleaginosa para os chineses. Investidores não perdem de vista as condições climáticas nas regiões produtoras dos EUA.


"A essência da dinâmica dos preços da soja em Chicago ainda é a guerra comercial entre EUA e China. O mercado está dando como certa a venda das 600 mil toneladas e continua muito sensível a qualquer informação", disse o analista Aedson Pereira, da Agribusiness Intelligence. Pereira considera que mesmo que as negociações mais abrangentes referentes à disputa comercial se arrastem por mais tempo, avanços nos pontos relacionados à compra de soja e outros produtos agrícolas podem trazer suporte aos futuros da oleaginosa em Chicago.


Ele comenta que boa parte dos analistas norte-americanos consideram que Trump atuará de forma mais agressiva para resolver o impasse o quanto antes, a fim de evitar maior descontentamento do setor agrícola e garantir base eleitoral para uma possível reeleição em 2020. "A necessidade é que a China volte a comprar dos EUA sem as taxas", disse o analista.


Na sexta-feira, os futuros de soja fecharam em leve alta na CBOT, com a notícia de que a China isentará de tarifas adicionais a soja e a carne suína que pretende comprar dos EUA. O vencimento novembro da oleaginosa ganhou 3,25 cents (0,36%) e fechou em US$ 8,9875 por bushel. A agência estatal de notícias Xinhua informou, citando fontes do governo, que compradores chineses devem adquirir um certo volume de produtos agrícolas dos EUA, e que a mais recente elevação de tarifas não vai incidir sobre essas compras.


Entre quarta-feira e quinta-feira, ambos os lados fizeram declarações e concessões vistas como gestos de boa vontade. Na quarta, o presidente norte-americano, Donald Trump, adiou um aumento de tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses, que entraria em vigor em 1º de outubro, data que marca os 70 anos de regime comunista na China. Antes disso, Pequim havia informado que isentará por um ano, a partir de amanhã (17), 16 tipos de produtos da primeira rodada de tarifas extras a importações dos EUA.


O mercado parece ter dado relevância limitada ao relatório de oferta e demanda divulgado pelo USDA na quinta-feira. "Os cortes foram tímidos em relação ao que o mercado estava esperando e o relatório está sob questionamento de produtores e entidades nos EUA. A lentidão do USDA em refletir no documento as condições das lavouras está gerando desconforto no setor", disse Pereira. O USDA estimou a produção em 3,633 bilhões de bushels (98,88 milhões de t), enquanto o mercado projetava uma safra menor, de 3,596 bilhões de bushels (97,88 milhões de t). Para o rendimento médio, o USDA projeta 47,9 bushels por acre (3,22 toneladas por hectare), e analistas previam 47,2 bushels por acre (3,17 toneladas por hectare).


Outro fator que pode manter os preços da soja firmes é o retorno de tradings de grãos ao mercado americano, reportado por corretores do Brasil e confirmado pelo analista da Agribusiness Intelligence. Nos últimos dois dias da semana passada, após a sucessão de notícias envolvendo autoridades dos EUA e da China sinalizando uma leve trégua, os prêmios oferecidos pela soja nos portos brasileiros diminuíram, o que neutralizou a alta expressiva dos futuros em Chicago. Pereira reforça que tradings e cooperativas estão fora do mercado brasileiro e com volume comprado suficiente para os embarques de setembro e outubro.


As condições climáticas nas lavouras norte-americanas permanecem no radar de investidores, por ainda poderem afetar plantações em desenvolvimento. Por ora, os mapas apontam para os próximos dias períodos de sol e tempo mais firme. "Esse quadro tende a colaborar para as últimas fases de maturação das plantas e enchimento de grãos", comentou Pereira.

Fonte: Agência Estado adaptado pela IEG FNP

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