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Acordo entre UE e Mercosul beneficia a carne argentina

12/07/2019 - Acordo entre UE e Mercosul beneficia a carne argentina

O Brasil detém o limite de 10.000 toneladas da cota Hilton, mas as indústrias brasileiras dificilmente conseguem cumpri-la devido às restrições do protocolo sanitário com a União Europeia. No último ciclo encerrado em junho, o brasil cumpriu apenas 41% da cota Hilton.

Além de eliminação total da tarifa de importação de carne bovina por meio da Hilton, o acordo comercial prevê a criação de uma cota de 99.000 toneladas de carne bovina em equivalente carcaça, 67.000 toneladas.

No setor privado, as brasileiras Marfrig e Minerva estão em melhor posição relativa para se beneficiar da redução tarifária proporcionada pelo acordo comercial. As duas empresas estão entre os principais frigoríficos da Argentina.

No Uruguai, a Marfrig é a maior frigorifico. Enquanto que no Paraguai, a Minerva, que também atua no mercado uruguaio, detém cerca de 50% da capacidade de abate no país.

Se a distribuição da nova cota entre as empresas seguir os mesmos critérios da Hilton, a Marfrig contará com a maior cota de carne bovina entre os frigoríficos do Mercosul.

No último ano-cota europeu, a Marfrig exportou 6.200 toneladas através da cota Hilton, sendo que, 1.033 toneladas a partir do Brasil, 1.600 toneladas do Uruguai e 3.600 da Argentina. A Minerva exportou 5.400 toneladas: 440 toneladas do Paraguai, 1.200 toneladas do Uruguai, 1.300 toneladas do Brasil e 2.400 toneladas da Argentina. A JBS, por fim, embarcou 1.600 toneladas de carne a partir do Brasil, as plantas da empresa na América do Sul foram vendidas para o Minerva em 2017.

O benefício potencial é significativo porque as tarifas atuais pagas pelos frigoríficos para exportar aos europeus são altas, sobretudo para a carne vendida fora da cota Hilton e da cota GATT, que é de 54.500 toneladas de carne bovina congelada, além de uma tarifa de 20%.

No caso da GATT, o volume determinado é válido para todas as regiões do mundo, não apenas para o Mercosul. Fora da cota, a tarifa de importação é de € 3,04 por quilo, mais 12,6%. Em geral, os frigoríficos do Brasil exportam cortes nobres (como filé mignon e contra-filé), fora da cota. Como a tarifa fora da cota é muito elevada, não é possível vender cortes mais baratos para o mercado europeu, em especial as partes do dianteiro bovino.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, é justamente neste ponto que está a grande oportunidade para o Brasil. Segundo ele, a cota de 67.000 toneladas, com tarifa de 7,5%, permitirá a exportação de cortes do dianteiro para serem usados para processamento por indústrias europeias.

Entidade representante do setor de carnes na Argentina apoia Mercosur-EU FTA.

A Chamber of Industry and Commerce of Meat (Ciccra) da Argentina, se mostrou satisfeita, em comunicado, com a quota destinada à exportação de carne bovina do Bloco Sul-Americano e das tarifas que serão zeradas sobre a importação através da cota Hilton.

Ao mesmo tempo, a instituição reportou que a produção de carne na Argentina, caiu em 6,1% na variação mensal, totalizando 244.043 toneladas de carne com osso. Enquanto, as exportações de carne bovina do país decresceram em 8,5% ante o mês anterior, para 62.120 toneladas de carne bovina com osso.

No primeiro semestre de 2019, foram produzidas 1.451 milhões de toneladas de carne bovina com osso, ou seja, 3,6% a menos que no mesmo semestre do ano anterior. Em seu relatório do mercado de carne do mês de junho, a entidade também destacou crescimento de 44,2% nas exportações nestes seis primeiros meses do ano, com 332.925 toneladas de carne bovina com osso. No ano de 2018 os números fechados foram der 230.949 carnes exportadas por país.

 

Fonte: Valor Econômico adaptado pela IEG|FNP

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