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Soja: CBOT acompanha negociação EUA-China, demanda e clima

09/05/2019 - Soja: CBOT acompanha negociação EUA-China, demanda e clima

A continuidade das negociações entre Estados Unidos e China, desta vez em Washington, a demanda chinesa e as condições climáticas em áreas produtoras norte-americanas devem direcionar os preços futuros na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta semana. Na sexta-feira, os futuros de soja fecharam em baixa pelo sexto pregão consecutivo. O vencimento julho cedeu 1,00 cent (0,12%), para US$ 8,4225 por bushel. Nas últimas seis sessões, o contrato acumula perda de 3,5%.


Nesta sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse que exportadores relataram vendas de 293.922 toneladas de soja para o México, com entrega prevista para o ano comercial 2019/20. Os dados impediram uma queda mais acentuada, mas não foram suficientes para impulsionar os contratos do grão. As perdas também foram limitadas pelo enfraquecimento do dólar ante o real. O dólar caiu 0,52%, a R$ 3,9390.


Segundo o analista Aedson Pereira, da IEG FNP, o mercado segue pressionado pelo grande oferta global e pela demanda chinesa mais fraca. "Os estoques norte-americanos são os maiores em anos, na casa de mais 25 milhões a 27 milhões de toneladas, e os EUA não têm para quem para vender", disse. Segundo ele, a negociação comercial entre EUA e China parece estar longe de permitir o enxugamento do estoque norte-americano. Conforme o analista, a fraqueza das compras da China nos EUA não está relacionada só ao embate entre os dois países mas sim ao problema sanitário na cadeia suinícola do país. "A peste suína africana não está controlada. É uma epidemia que está se alastrando e tem risco de contaminar países vizinhos."


Em virtude dessa conjuntura, as importações chinesas de soja totalizaram 16,749 milhões de toneladas entre janeiro e março, volume 14,4% inferior ao comprado no primeiro trimestre de 2018. "A China tem feito aquisições junto aos EUA, mas não são volumes pujantes que potencializem um suporte a preços mais firmes na Bolsa de Chicago", disse o analista.


Conforme Pereira, em paralelo à questão de demanda está o cenário climático ainda desafiador para o plantio nos EUA. "As previsões apontam que os EUA continuarão com temperaturas baixas, níveis de umidade elevados e baixa luminosidade", disse. "São fatores que limitam a entrada de maquinário no campo, e corre o risco de migração de área de milho para soja por causa de atraso no plantio do cereal." Ainda assim, o mercado parece estar sobrevendido e atingiu nova mínima de US$ 8,4050 por bushel. "Só que não tem fôlego para reação porque fundamentos não apontam sinais de suporte à valorização."


O analista assinalou ainda que, se não houver aumento da luminosidade ou elevação da temperatura, a germinação pode ser prejudicada após a implantação das sementes nos campos norte-americanos. "O cenário para 10 dias não aponta melhora. Alguns falam em migração de área de milho para soja enquanto outros acreditam que parte da área deixará de ser plantada e produtores vão recorrer ao seguro rural."


Conforme o analista, além dos grandes estoques dos EUA e de uma safra menor do que a do ano passado mas ainda volumosa do Brasil, a oferta argentina está aumentando à medida que a colheita avança. "Opção de onde comprar os grandes consumidores mundiais têm", disse Pereira.


Quanto à negociação comercial entre EUA e China, o analista destacou que notícias sobre as discussões comerciais têm indicado um prazo longo para o acordo ser sancionado. "Não vai ser uma coisa que se resolve da noite para o dia", disse. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que as negociações comerciais sino-americanas estão "indo bem". Trump disse, ainda, que os EUA estão se aproximando de um acordo comercial "histórico e monumental" com a China.


Já está prevista a visita a Washington nesta semana de uma equipe da China para mais uma rodada de conversas. Depois de uma rodada em Pequim na semana passada, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, viajará para Washington para dar continuidade às discussões a partir de 8 de maio.


O analista da IEG FNP ressaltou, entretanto, que a cadeia de suínos da China, que absorve 50% farelo do país, passa por um momento delicado. Quando a febre suína africana for controlada, a reestruturação da cadeia deve levar no mínimo de cinco a seis meses. "Mas está difícil porque a cada dia que passa tem um foco novo em uma província chinesa diferente. Com base nisso, importações chinesas não dão sinais de recuperação", disse. "Quando se fala com tradings, todo mundo diz que os prêmios caíram e as realizações para exportação estão muito lentas, justamente porque a China não está fazendo grandes aquisições aqui." Conforme o analista, o volume exportado pelo Brasil em abril já ficou abaixo do ano passado. "A tendência é que, para os meses de maio, junho e julho, o volume se retraia um pouco mais. Está essa liquidez enxuta nas vendas externas", disse.

 

Fonte: CBOT/Agência Estado

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