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01/02/2019 - Preços do leite em janeiro de 2019

As cotações do leite ao produtor terminaram o ano de 2018 em queda, movimento que deve persistirem janeiro de 2019, mas de forma limitada, tendo em vista a menor oferta. Diante deste cenário de estoque reduzido, aumenta a disputa dos laticínios que fazem a captação do produto bruto e já esboçam um cenário mais sólido no início de janeiro deste ano. A disponibilidade de leite neste elo da cadeia produtiva diminuiu com o aumento da secagem para produção de leite em pó e para a produção de outros lácteos.

O cenário do início deste ano é resultado da menor receita do produtor de leite em 2018, quando o aumento dos custos de produção diminuiu a margem líquida dos produtores e mitigou os investimentos na bovinocultura de leite, o que reduziu a produção de leite.

Na primeira semana de janeiro, os preços médios do leite UHT encerraram a semana com alta de mais de 4%, R$ 2,3579/litro, no atacado do estado de São Paulo, segundo dados do CEPEA/ESALQ-USP.

Na segunda semana de janeiro deste ano, o mercado de produtos lácteos manteve a pressão de alta e o leite UHT teve um aumento de 2,4% em comparação a semana anterior, a R$ 2,4141/litro. Resultado, como descrito anteriormente, da menor oferta de matéria prima (leite cru), uma vez que o pico de produção de leite no Sudeste e Centro Oeste foi em dezembro do ano passado.

Neste contexto, laticínios e atacados aumentaram a demanda pela matéria-prima para repor seus estoques na semana seguinte, que representou um aumento de 1,7% do leite UHT, a R$ 2,4559/litro. Os preços pagos, principalmente pelo leite UHT no atacado, antecipa a curva de preço do leite ao produtor, ou seja, a alta do leite UHT reportada em janeiro deste ano no atacado é um indicativo de que os preços ao produtor devem a subir no curto prazo.

A expectativa é de que a partir de fevereiro deste ano, o panorama no mercado doméstico seja ainda mais consistente, tendo em vista o melhor ajuste entre o balanço da oferta e demanda, que devem manter o mercado firme.

A produção de leite no Brasil Central e na região Sudeste do país diminui a partir de janeiro até meados de junho ou julho, devido a sazonalidade. No entanto, a produção de leite deve ser estimulada ao longo de 2019, tendo em vista a maior disponibilidade de grãos neste ano, o que deve pressionar as cotações. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de leite nesta safra deve ser 12,9% maior que no ciclo passado.

No Brasil, a maior produção de grãos deve ocorrer devido aos maiores patamares de preços do milho nos últimos meses e ao rápido semeio da soja na primeira safra, que favorecerá o cultivo da segunda temporada do milho. Até janeiro deste ano, o plantio da segunda safra de milho atingiu 15% da área prevista para o Centro-Sul do Brasil, liderado pelo estado do Mato Grosso que já plantou 21% da sua área prevista.

Entretanto, a demanda do mercado consumidor brasileiro ainda causa algumas inseguranças em relação aos preços pagos ao produtor de leite, apesar de boas expectativas acercas do melhor consumo interno, tendo em vista boas perspectivas sobre o melhor cenário econômico do Brasil neste ano. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), projeta crescimento de 4% da produção de leite, enquanto que o consumo deve crescer 2%. A maior oferta de leite nas prateleiras dos supermercados, resulta em uma queda dos preços pagos ao produtor pela indústria.

O Brasil também precisa superar algumas barreiras no cenário externo. O primeiro obstáculo a ser superado diz respeito aos preços dos concorrentes no Mercosul, principalmente no que se refere aos preços praticados pelos demais países do Cone Sul, que não são sustentáveis. Países como o Uruguai, tiveram uma redução do número de laticínios, tendo em vista a rentabilidade negativa da bovinocultura de leite, no país.


 

Fonte: IEG FNP

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