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03/08/2018 - Exportações de carnes decolam em julho

O desempenho das vendas externas das principais carnes brasileiras resultou em um dos melhores meses de julho da história para os exportadores do setor. Com os resultados apresentados, é possível afirmar que problemas causados pela greve dos caminhoneiros no fluxo em direção aos foram dissipados, mesmo que ao custo do aumento dos preços dos fretes rodoviários.

As exportações de carne bovina somaram cerca de 131 mil toneladas em julho, com uma média diária de 5,9 mil toneladas, 30% a mais do que a média diária do mês anterior e 19% superior à do mesmo mês do ano passado. Tomando a série histórica de embarques da variedade, foi o maior volume que saiu dos portos desde julho de 2011.

Enquanto que as receitas provenientes das exportações de carne bovina chegaram a US$ 636 milhões e a média diária de US$ 29 milhões, em alta de 118% frente ao obtido no mês passado e de 36% em comparação ao mês de julho de 2017. O forte aumento do faturamento é resultado, sobretudo, da escala de exportações, pois os preços da tonelada caíram 5% em relação ao mês passado. Os incrementos nas receitas resultaram em ganhos de escala, pois os preços internacionais do produto caíram no mercado internacional em decorrência do aumento da oferta carne norte-americana ao mundo.

Em relação a carne suína, as vendas externas no mês totalizaram 57 milhões de toneladas, que produziu uma média diária de 2,6 mil toneladas, superando o mês anterior em 82%. Em relação ao mesmo período de 2017, houve um aumento de 12% do volume embarcado. O contingente exportado foi o maior para o mês de julho desde o ano de 2005, mesmo com o embargo da Rússia, importante comprador de carnes brasileiras.

Em ternos de faturamento, as exportações de carne suína geraram US$ 105,9 milhões, correspondendo a uma média diária de US$ 4,8 milhões de toneladas, 73% maior do que a média do mês passado e, praticamente, o dobro do auferido no mesmo mês do ano passado.

De maneira análoga, os embarques de carne de frango também tiveram ajustes positivos. As exportações totalizaram 438,29 mil toneladas, uma média diária de 19,9 mil toneladas, 90% a mais do que o número auferido em junho e em comparação a julho/17, houve uma evolução de 18% do volume exportado. O mês de julho deste ano, foi marcado como o maior volume mensal já embarcado.

As receitas auferidas pelos exportadores da carne mantiveram o tom positivo, alcançando US$ 660 milhões e, portanto, a média diária de US$ 30 milhões, a qual foi cerca de duas vezes maior do que a do mês anterior e 14% superior à de junho de 2017. O aumento deste montante também pôde ser atribuído aos ganhos de escala, visto que o valor da tonelada da carne exportada ficou praticamente estável desde o ano passado.

O bom desempenho das vendas externas pode ser atribuído ao acúmulo de contratos a serem executados, cuja validade fora prorrogada em decorrência da greve dos caminhoneiros; à depreciação do real no mercado internacional de câmbio, que impulsionou a paridade do poder de compra dos principais importadores da carne brasileira; e, finalmente e mais importante, à entressafra de grãos no hemisfério norte, que culmina na diminuição sazonal do abate de animais.

O otimismo gerado pelos números do mês de julho, estende uma boa perspectiva para o próximo mês, principalmente, por dois fatores: a queda de embargos de grandes importadores e a apreciação do dólar em relação ao real.

No que tange aos embarques as exportações de carnes do Brasil, já se considera como iminente a queda do embargo russo à carne suína, visto que as exigências dos importadores foram plenamente atendidas, ao passo que as negociações para o fim do embargo chinês à carne de frango se encontram em estágios avançados. A depreciação do Real, tende a ser reforçada, diante da aproximação do pleito presidencial no Brasil tende a se refletir no aumento do risco de mercado associado a economia do país e resultar em ataques especulativos contra a moeda nacional.

 

Fonte: IEG FNP

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