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Segundo Aedson Pereira, analista da IEG FNP, exportações fracas dos EUA e alta do dólar pressionam CBOT

13/06/2018 - Segundo Aedson Pereira, analista da IEG FNP, exportações fracas dos EUA e alta do dólar pressionam C

O final da primeira semana de junho fechou com os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda superior a 1%, pressionados pelo fraco desempenho das exportações de soja dos Estados Unidos, pela valorização do dólar, principalmente ante o real, e pela falta de detalhes concretos sobre avanços na negociação entre EUA e China. O clima em áreas produtoras norte-americanas também segue favorável ao desenvolvimento da safra 2018/19. O vencimento julho perdeu 20 cents (2,01%) e fechou a US$ 9,7425/bushel.

Segundo o analista de grãos Aedson Pereira, da IEG FNP, além da queda de braço entre EUA e China, que parecem não ter chegado a um consenso, a tendência de valorização do dólar no mundo pesa sobre a CBOT. "Quando o dólar tem valorização significativa no cenário global, tem um efeito contrário nas commodities com preço em dólar." O dólar subiu de maneira generalizada ante moedas de países emergentes, na esteira da aversão ao risco com o Brasil na sessão. Ao mesmo tempo, o euro se fortaleceu ante a divisa dos Estados Unidos, com os investidores já de olho na decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana. A derrocada da Bovespa e do real levou junto moedas de países emergentes no mercado internacional nesta quinta-feira. As moedas da África do Sul, da Rússia e da Argentina acentuaram as perdas da sessão no começo da tarde.

No Brasil, em novo dia de nervosismo no mercado de câmbio, o Banco Central injetou mais US$ 3,2 bilhões para segurar a disparada do dólar, mas não teve sucesso. A moeda norte-americana engatou a terceira alta consecutiva e subiu mais 2%, fechando em R$ 3,9146, o maior valor desde 1º de março de 2016, quando bateu em R$ 3,94. O real foi a moeda que mais caiu ante o dólar entre os emergentes. Especialistas não veem um fato novo que justifique tamanha especulação contra o real, mas destacam que os investidores seguem nervosos com a falta de previsibilidade para as eleições, faltando menos de quatro meses para a votação nas urnas. Só em 2018, o dólar já subiu 18%.

Ainda conforme Pereira, a China surpreendeu ao projetar importações de 95 milhões de toneladas de soja neste ano, ante 97 milhões de toneladas previstas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e 100 milhões de toneladas projetadas por consultorias privadas. O número mais baixo, segundo o analista, pode refletir a incerteza sobre o suprimento dos EUA, com a possibilidade de retaliação na soja a sobretaxas norte-americanas a produtos chineses. "A China está contando mais com o Brasil do que nunca", disse. "O país está fazendo um mínimo de compras de soja nos EUA." Essa conjuntura potencializou a fragilidade em Chicago, segundo o analista. "Se a China começa a comprar menos dos EUA e o ritmo de exportações norte-americanas é prejudicado por esse efeito, cria o sentimento de um estoque mais folgado nos EUA."

Traders também estão atentos à próxima cúpula do G-7 em busca de sinais de que as tensões comerciais entre os EUA e outros países poderiam aumentar. A China ameaçou tarifas sobre várias safras norte-americanas, principalmente soja, enquanto o México, o Canadá e a União Europeia estavam preparando seus próprios passos para atacar a agricultura norte-americana em retaliação às tarifas sobre seus produtos de aço e alumínio.

Exportadores dos Estados Unidos venderam 164,8 mil toneladas de soja da safra 2017/18 na semana encerrada em 31 de maio, de acordo com o Departamento de Agricultura do país (USDA). O resultado representa uma queda de 40% em relação à semana anterior e de 5% ante a média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2018/19, foram vendidas 34,7 mil toneladas.

"A China compra 95 milhões de toneladas, aproximadamente 45 milhões a 50 milhões de toneladas do Brasil. Outros 30 a 35 milhões são dos EUA", disse Pereira. "Tirar um parceiro comercial do tamanho dos EUA dessa balança teria um efeito devastador. E os EUA também sentem esse efeito. Do que os EUA exportam, quase 50% são para a China." Uma confirmação das tarifas afetaria a dinâmica de exportações norte-americanas, na avaliação do analista. "Os EUA plantaram uma área de soja maior do que a de milho. Não há no horizonte problema climático que possa para ajustar a produção norte-americana. Estoque elevado e safra cheia dos EUA significa mais pressão baixista sobre a soja."

Aliado a isso, o plantio da safra 2018/19 dos EUA está evoluindo sem percalços. "As condições climáticas não apontam no horizonte curto nenhum fator que gere quebra de safra e prejuízos", disse o analista.

Ontem também começaram a sair as primeiras projeções para o relatório mensal de oferta e demanda que o USDA divulga na terça-feira (12). A média dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal indicava que a produção de soja seria aumentada para 4,293 bilhões de bushels em 2018/19, ante 4,280 bilhões de toneladas previstas em maio. O mercado espera elevação na previsão de rendimento de 48,5 bushels por acre para 48,6 bushels por acre. Analistas previam ainda que o USDA aumentaria a estimativa de estoque final da safra 2018/19 de 415 milhões para 435 milhões de bushels. Enquanto isso, a projeção de estoque final da temporada 2017/18 seria reduzido de 530 milhões de bushels para 523 milhões de bushels.

Para a América do Sul, analistas esperavam que o USDA aumentaria a previsão de produção do Brasil de 117 milhões para 117,5 milhões de toneladas. Já a projeção de safra da Argentina será reduzida de 39 milhões para 37,8 milhões de toneladas, conforme os analistas.

No mercado doméstico, o mercado de grãos continuou travado nesta quinta-feira, segundo Pereira. Participantes do setor de soja e milho aguardavam para ver como ficaria a nova versão da tabela, prometida pelo governo e divulgada no começo da noite desta quinta-feira. "O fluxo de negócios de grãos foi muito lento. O mercado está travado, ninguém está comercializando", disse Pereira. "Tradings não estão sinalizando valores de compra para soja e milho, recolheram suas tabelas de preço." O ritmo lento também ocorre na negociação de insumos, sem muitas referências de preço, segundo o analista.

Conforme Pereira, praticamente não saem novas operações de compra e venda de soja e milho. "Os preços são nominais. Tem alguma operação da mão para a boca, para ofertas próximas da zona consumidora. Os negócios estão muito regionalizados." Segundo o analista, mesmo com a possibilidade de elevação de preços por causa do dólar, a maioria dos participantes permanecia fora das negociações, porque o custo do transporte representa um componente importante na formação de preços pagos ao produtor por soja e milho. Pereira ressaltou que a movimentação no setor de proteína animal é mais acelerada porque os maiores frigoríficos têm estrutura de transportes própria. "Isso não acontece no setor de grãos, onde muitas empresas contratam transportadoras."

 

Fonte: Broadcast Agro (Agência Estado) e IEG FNP

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