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Greve faz preço do frango disparar no país

11/06/2018 - Greve faz preço do frango disparar no país

Um dos segmentos do agronegócio mais prejudicados pela greve dos caminhoneiros, a avicultura já cobra seu preço pelos mais de 70 milhões de pintinhos sacrificados nos dez dias de paralisação. Diante da queda dos estoques no atacado e da dificuldade dos frigoríficos de se reabastecerem, a carne de frango subiu mais de 40% em junho no atacado.

A tendência é que o preço da carne de frango se consolide em níveis mais altos do que os vistos no primeiro trimestre do ano, sobretudo porque o alojamento de pintinhos (indicador da produção futura de carne) nas granjas caminha para bater, pelo segundo mês consecutivo, o menor volume diário nesta década

Na prática, a greve dos caminhoneiros intensificou o movimento de redução da produção que teve início em abril por conta do milho mais caro e do embargo da União Europeia a 20 frigoríficos do país.

"Nunca produzimos tão pouco", disse o secretário-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), José Carlos Godoy. Conforme os dados da associação, 469,8 milhões de pintinhos foram alojados nas granjas do país em abril, queda de 7,6% na comparação anual (ver arte acima). Considerando os alojamentos diários, foram 15,6 milhões de aves.

Ainda que a alta de 40% seja momentânea e dure até que o estoque se ajuste, a redução da oferta de frango e a cotação dos grãos - principal custo de produção do setor - impulsionam os preços. Tanto é assim que, antes da greve, o frango já havia subido cerca de 15% em maio.

Na avaliação de Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA, a tarifa antidumping aplicada pela China (ver Governo confia em reversão de antidumping chinês) contra a carne de frango brasileira não será capaz de alterar o quadro mais apertado previsto para a oferta no mercado doméstico. Isso porque o país asiático compra principalmente pé de frango, corte pouco demandado no Brasil.

Para Santin, a tendência é que os frigoríficos brasileiros continuem vendendo aos chineses, mesmo com a rentabilidade prejudicada pelas novas tarifas. Se assim for, não haverá sobras de pés de frango. E, mesmo que os embarques à China diminuiam, os pés de frango não inundarão os supermercados, mas serão transformados em ração para cães e gatos. Em outras palavras, a China não será responsável por aliviar o preço da carne de frango para os brasileiros.

 

Fonte: Valor Econômico adaptado pela IEG FNP

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