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Aedson Pereira, analista IEG FNP, argumenta sobre tabela de mínima de fretes: produtor pode deixar de ganhar R$ 1,20/saca

07/06/2018 - Aedson Pereira, analista IEG FNP, argumenta sobre tabela de mínima de fretes

O tabelamento de fretes rodoviários, instituído na última semana pelo governo via medida provisória, deve fazer com que o produtor de soja de Mato Grosso perca entre R$ 1 e 1,50 por saca, em razão da reestruturação de preços do transporte. A avaliação é da consultoria IEG FNP. Conforme o analista de mercado Aedson Pereira, desde que a aplicação da tabela foi sancionada pela Presidência da República como uma das concessões aos caminhoneiros para que eles encerrassem a greve, as negociações com o grão perderam liquidez. "O custo de carregar a soja de uma região para a outra aumentou. Agora os compradores estão tendo que se ajustar à nova precificação do mercado e paralisaram as operações", diz o especialista.

Em cálculos preliminares, Pereira lembra que, antes da tabela, os fretes para transportar a soja de Rondonópolis (MT) até o Porto de Santos (SP) custavam entre R$ 200 e R$ 210 por tonelada, em média. Este valor significava R$ 12,60 por saca. "Se você levar em consideração a tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o frete de hoje custará R$ 230 para fazer o mesmo trajeto e, em sacas, ficaria em R$ 13,80. Se o produtor rural arcar com a diferença, ele deixa de ganhar R$ 1,20 por saca em média", explica.

O analista da IEG FNP acrescenta que, ainda que o agricultor não arque com o custo total vindo das tabelas, ao menos uma parcela das novas despesas tende a ser paga pelo primeiro elo da cadeia. Na outra ponta, o custo pode ficar para as tradings. A falta de definição sobre quem arcará com os gastos adicionais tem provocado o esvaziamento do mercado de soja no País.

Neste primeiro momento, a expectativa é de que os produtores do Centro-Oeste sejam os mais afetados, pois, de acordo com Pereira, esta é a região em que as dinâmicas de comercialização costumam ser mais aceleradas. "O efeito imediato foi visto nas negociações futuras. Contratos de venda antecipada da soja estão sendo refeitos porque as grandes esmagadoras estão revendo a precificação", afirma.

Apesar de o reflexo inicial ter sido apurado no mercado da oleaginosa, também já é possível prever que as mesmas perdas de liquidez chegarão às negociações de outras culturas, como milho, café, açúcar e farelo de soja. "A indústria como um todo precisa se adequar a esta tabulação, que tem efeito cascata", completa Pereira.

 

Fonte: IEG FNP e Broadcast Agro (Agência Estado)

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