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Vicente Ferraz, Diretor Técnico da IEG FNP, argumenta sobre investimentos chineses no Brasil: “(...) o Brasil não é a África. ”

07/06/2018 - Vicente Ferraz, Diretor Técnico da IEG FNP, argumenta sobre investimentos chineses no Brasil

A primeira investida dos chineses no exterior aconteceu há pouco mais de 20 anos, quando o país através de seu fundo soberano, passou a comprar grandes áreas de terra na África, a fim de produzir alimentos que seriam exportados em sua totalidade para a Ásia. Os chineses enviaram milhões de trabalhadores para as novas áreas de cultivo, mas em pouco tempo se deram conta da complexidade da empreitada e a ideia logo foi abandonada. Foi justamente quando o Brasil entrou no radar dos chineses.

Em um primeiro momento, a intenção era repetir por aqui o modelo que fracassou na África devido a problemas que iam de conflitos culturais e políticos à completa falta de infraestrutura na região. Os chineses, então, passaram a sondar vastas áreas de produção agrícolas, especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste brasileiro, o que desencadeou u clima de apreensão entre os produtores rurais locais e culminou em uma restrição para a compra de terras por estrangeiros no País. “Foi criado um mito de que eles iriam trazer um milhão de chineses para trabalhar no Brasil”, relembra Vicente Ferraz, Diretor Técnico da IEG FNP. “Mas o Brasil não é a África. Aqui, não é possível fazer desse jeito. O País possui uma regulamentação, um aparato legal que impede que isso aconteça. ”

Os chineses logo perceberam isso, mas não desistiram do Brasil – apenas mudaram o foco de atuação. Em vez de investirem na produção propriamente dita, decidiram apostar em atividades diretamente ligadas ao setor, como a distribuição de insumos, a construção de estradas e ferrovias e a operação de portos, com o objetivo de aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro através da redução dos custos logísticos e, dessa forma, reduzir os preços da commodities no mercado internacional. “Os países dependentes, como a China, não investem na produção para exportar para eles mesmos. O objetivo é aumentar a oferta e derrubar os preços internacionais, e assim conseguir produtos mais baratos, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo”, explica Ferraz.

Em relação as negociações e aquisições de empresas estrangeiras, Vicente Ferraz argumenta, “Pode não ser tanto dinheiro quando se especula, mas existe, sim, muita coisa sendo feita. A China já assumiu compromissos importantes, projetos de longo prazo, onde pretende fazer investimentos importantes”, diz Ferraz.

Ainda segundo Ferraz, “O problema é que nós estamos passando por uma fase muito complicada para investimentos estrangeiros, principalmente nas áreas em que os chineses querem investir, que têm uma influência muito forte do governo. A decisão final só vai ser tomada quando houver uma visão clara dos rumos do País. ”

 

Fonte: IEG FNP e Plant Project

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