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Projeto Soja Brasil: Márcio Perin, coordenador da IEG FNP, comenta menor viés de arrendamento para o sojicultor

24/05/2018 - Valor do arrendamento sobe e sojicultores já desistem de ampliar área

O preço da soja alcançou nos últimos meses um patamar que agrada os produtores, nem os R$ 100 por saca, nem os R$ 50. Como os valores estão remunerando melhor e a perspectiva para a cultura ainda é boa, muitos agricultores passaram a pesquisar áreas para arrendar, mas o que encontraram os fez desistir dessa possibilidade.

Segundo o levantamento da consultoria Informa Economics IEG | FNP, o valor cobrado pelos arrendamentos subiu em todo o país em pelo menos duas sacas por hectare. “Quando a soja está em um preço bom dá margem e com isso mais produtores querem plantar a cultura e, assim, aumenta a procura por área para isso. Com a soja pagando melhor e a demanda por terras maior, naturalmente os valores cobrados sobem”, diz Márcio Perin, analista de mercado da IEG | FNP.

Antes de apresentar os dados, é válido lembrar que as negociações são realizadas em sacas de soja e por isso o levantamento da consultoria é apresentado desta forma. Para ser mais próximo da realidade o estudo apresenta dois valores, o mínimo (baseado em áreas com solos de qualidade inferior, ou clima complicado etc) e o máximo (áreas mais valorizadas, com produtividade maior etc).

Mais caro do Brasil

O valor do arrendamento das áreas valorizadas no Paraná, por exemplo, que no ano passado estavam em torno de 24 sacas por hectare, saltaram para 27 este ano. “No Paraná são terras mais consolidadas, com produtividades altas e pouca disponibilidade, por isso os preços são bem mais altos que os demais. Pagar 27 sacas para colher 70, a conta fecha, até pelo preço de venda mais alto que conseguem. Os municípios de Cascavel e Campo Mourão, por exemplo, são alguns dos municípios mais caros para arrendar terra hoje”, conta Perin.

Quanto se pode comprometer da renda?

Segundo o analista da IEG | FNP não existe uma receita exata para garantir um bom negócio, o produtor precisa fazer suas contas e entender se conseguirá ou não arcar com este gasto. “Não é porque todos estão falando em aumentar área que ele precisa fazer isso. É preciso analisar qual a margem que ele pretende ter, e ver se o arrendamento se encaixa nisso.

Para Perin tem produtor que arrisca mobilizar 30% da produção em arrendamentos, deixando o restante para pagar custos fixos e ainda receber algum lucro, o que pode ser um risco. “Vemos muitos produtores separando esses 30% para arrendamento. Não podemos dizer que isso é o ideal, porque alguns produtores conseguem diluir bastante os custos fixos e não terá tantas dificuldades. Mas, tem gente que além de tudo isso ainda tem dívidas e usar tanto dinheiro para arrendamento é muito arriscado. É preciso fazer contas”, garante.

Os valores ainda podem subir mais?

Para o analista essa possibilidade não está descartada, ainda mais se a demanda por arrendamentos e o valor da commodity continuarem elevados. “Acredito que de maneira geral estes valores ainda podem subir um pouco, pois os donos das terras estão percebendo que a produção está pagando melhor”, conta.

Perin comenta que até mesmo os donos das terras para arrendar acabam não alugando suas terras e optam por eles mesmos plantarem, por acharem que ganharão mais com isso. “Nesse momento de alta, até a oferta de áreas fica restrita, muitos produtores ficam atrás de área para ampliar a produção e não acham. Isso porque o dono da terra muitas vezes até prefere ele plantar para ganhar mais do que o arrendar”, comenta.




 

Fonte: IEG FNP e Projeto Soja Brasil (realização do Canal Rural e da Aprosoja, com a coordenação técnica da Embrapa Soja

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