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11/05/2018 - IBGE divulga Pesquisa Trimestral de Abate de Animais

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em caráter preliminar, os resultados da pesquisa de animais abatidos e peso das carcaças de bovinos, suínos e frangos. De modo geral, o órgão confirmou o que se percebia em relação a pecuária brasileira: uma robusta oferta de carne bovina não acompanhada pelo mesmo incremento da demanda doméstica, o aumento do abate de suínos com base nas expectativas de escalada das vendas externas, e a redução do plantel de frango como saída ao descenso das margens dos avicultores.

No primeiro trimestre de 2018, 7,5 milhões de cabeças de bovinos foram abatidas. Comparativamente ao mesmo período do ano passado, houve incremento de 1,4% do contingente. Já em relação ao último trimestre de 2017, o número foi 6,9% inferior. Em termos de peso acumulado, a produção brasileira de carne bovina alcançou 1,83 milhão de toneladas no período, em elevação de 1,8% frente ao primeiro trimestre de 2017, mas com recuo de 10% em relação ao trimestre anterior, o último de 2017.

O preço médio da arroba bovina, no mesmo período de análise, chegou a aproximadamente R$ 146,00 no referencial do estado de São Paulo, com base no levantamento da IEG|FNP. Houve, portanto, redução de 1,2% em relação ao valor médio do primeiro trimestre de 2017.

Nesta conjuntura, a leitura que se evidencia é a de que o aumento interanual da oferta de carne bovina não foi completamente absorvido pelo mercado doméstico. Ao passo que as exportações cresceram 20,4%, de acordo com a Secretária de Comércio Exterior (SECEX), na comparação entre o primeiro trimestre de 2017 e o primeiro de 2018; o consumo doméstico per capita de carne bovina continuou próximo ao mínimo do último quinquênio, pressionado pela continuidade da queda do poder e compra da população, que leva o consumidor brasileiro a dar preferência a carnes mais baratas.


Abate de suínos aumenta, seguindo as expectativas dos produtores para o consumo

Para o setor suinícola o sentido das variações no abate foi semelhante ao do bovino. No primeiro trimestre deste ano, 10,53 milhões de cabeças foram abatidas, em modesto incremento de 0,5% frente ao ano passado, mas com queda de 4,7% em relação ao último trimestre de 2017. Quanto ao peso acumulado, foram 938,96 mil toneladas produzidas até março de 2018, resultado 4,3% acima do mesmo período do ano anterior, mas 4,7% menor comparativamente ao último trimestre do ano passado.

Descartando as diferentes sazonalidades associadas aos dois últimos trimestres, as cotações médias do quilo da carcaça especial, postas na Grande São Paulo, segundo o índice CEPEA/ESALQ, caíram dos R$ 7,00 do primeiro trimestre de 2017 para os R$ 5,60 do primeiro trimestre de 2018.

A explicação para a derrocada apresentada se revela na frustração da retomada das exportações brasileiras de carne suína ao seu maior importador histórico, a Rússia. Além da manutenção do consumo doméstico per capita acima média histórica, os produtores contavam com vendas externas recordes, a serem impulsionadas pela intensificação das compras chinesas e retomada das aquisições russas. No entanto, só a primeira expectativa foi atendida, de modo que houve represamento interno do excedente ofertado e, consequentemente, queda dos preços domésticos.


Cadeia produtora de frangos tem rearranjo da oferta

A cadeia produtora de carne de frango abateu, no primeiro trimestre de 2018, 1,47 bilhão de cabeças. O número representou uma queda de 2% em relação ao abate do primeiro trimestre de 2017, mas elevação de 2,6% na comparação com o último trimestre do mesmo ano. O peso acumulado no primeiro trimestre deste ano, no entanto, foi o que mais se destacou, pois alcançou as 3,47 milhões de toneladas, 1,7% a mais do que o primeiro trimestre do ano anterior e 3,5% a mais do que o último trimestre de 2017.

Segundo o referencial de preços CEPEA/ESALQ do quilo da carne de frango congelada negociada na Grande São Paulo, a cotação média do primeiro trimestre de 2018 totalizou R$ 3,41, 11% a menos do que a do primeiro trimestre do ano anterior.

Em suma, a queda dos preços no primeiro trimestre desse ano somada a redução da oferta frente a do primeiro trimestre de 2017 se justifica pelo rearranjo da cadeia ao aumento dos custos de produção. O próprio aumento do peso por animal abatido revela que a resolução encontrada pelos produtores está na redução do plantel, inclusive através do abate de matrizes. Uma oferta mais ajustada a demanda doméstica pela carne tende, seja por meio da diminuição das aquisições de insumos, seja por meio do aumento dos preços do quilo da carne, reestabelecer as margens dos produtores a curto prazo.


 


 


 


 


 


 

Fonte: IEG FNP

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