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13/04/2018 - China vs EUA: benefícios indiretos para a bovinocultura brasileira

A guerra comercial protagonizada por EUA e China que tomou os noticiários mundo afora, desde o início de março, passou a ser considerada como um possível ponto de inflexão para diversos setores e seus fluxos comerciais, como para o setor da bovinocultura de corte. As disputas travadas entre as duas das maiores economias do mundo contaram com quatro movimentos tidos como mais acintosos, que colocaram muitos exportadores e importadores de países não diretamente envolvidos a pensar em como maximizar o seu saldo comercial.

O marco inicial do impasse foi a decisão do governo dos EUA em sobretaxar em 25% as importações de aço e em 10% as aquisições de alumínio. Diretamente afetada, a China, 2º maior exportador de alumínio e 11º maior exportador de aço para os EUA, prontamente reagiu ao anunciar a imposição de tarifas sobre a importação de 128 produtos norte-americanos, com destaque para frutas e carne suína, cuja corrente comercial rendia, aproximadamente, US$ 3 bilhões aos EUA. Entretanto, ainda que com reflexos menos preponderantes para a carne bovina, devido a preferência chinesa pela carne suína, o setor pecuário deve sentir algum reflexo desta disputa comercial.

O que se pode chamar de tréplica veio sob a forma do memorando assinado por Donald Trump, através do qual as tarifas sobre a importação de produtos chineses abrangeriam um fluxo comercial de até US$ 60 bilhões, correspondente 1300 itens adquiridos do país asiático. Por fim, o que se pode chamar de último movimento, até então, foi a divulgação da intenção chinesa em sobretaxar 106 produtos importados dos EUA, dentre os quais os de mercados estratégicos de commodities como os da soja, milho, algodão e carne bovina.

Commodities agrícolas à parte, muito se falou a respeito de quanto os pecuaristas brasileiros poderiam se beneficiar do aumento da taxação da China às importações de carnes norte-americanas. A propósito disso, o impacto sobre a bovinocultura brasileira deve ser limitado e, caso ocorra, deve surgir por vias indiretas.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que as importações de carne bovina da China pudessem atingir 1,02 milhão de toneladas em 2018. Desse total, a contribuição das vendas dos EUA seria de apenas 1%, mas, mesmo assim, os produtores norte-americanos se mostravam ávidos por atrair os importadores chineses, cujas aquisições totais de carne bovina chegaram a US$ 3 bilhões em 2017, sendo o Brasil seu principal fornecedor.

Mesmo com uma parcela restrita do mercado chinês, os produtores norte-americanos tinham grande expectativa para que a sua participação se expandisse, desde a retomada das exportações. Parte do entusiasmo se seguiu a divulgação do reporte da Federação de Exportadores da Carne dos EUA (USMEF, em inglês) de fevereiro, em que o maior volume de carne bovina já exportado para China foi revelado, o correspondente a cerca de 1,2 mil toneladas, com valor de US$ 11,05 milhões. Assim, é possível inferir que os sobressaltos na relação comercial entre os países podem interromper o crescimento de uma corrente com grande potencial de geração de divisas aos pecuaristas dos EUA.

Caso as medidas retaliatórias anunciadas pela China, de fato, sejam implementadas, os produtores brasileiros, ainda que não se beneficiem diretamente por meio da herança de um fluxo de comércio já consolidado entre EUA e China, poderão se aproveitar da supressão de um competidor em potencial pelo mercado chinês. Além disso, os bovinocultores consideram que o impasse possa acelerar o processo de habilitação dos frigoríficos brasileiros para exportação à China.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), 16 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas para fornecer carne aos chineses. No ano passado, de acordo com o Ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços (MDIC), essa estrutura foi responsável pela venda de 211 mil toneladas de carne bovina ao país asiático, em alta de 29% em relação a 2016. Se as 11 plantas sob processo de habilitação obtiverem êxito, há expectativa de que o volume vendido para China em 2017 possa dobrar.

 

Fonte: IEG FNP

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