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Aedson Pereira, analista de grãos da IEG FNP, comenta possível aumento da receita da soja

14/03/2018 - Especial: receita da safra 2017/18 pode ser recorde novamente, apesar de produção menor

A safra brasileira de grãos caminha para bater novo recorde este ano. Não em relação ao volume colhido, mas em faturamento. A forte demanda da China por produtos agropecuários, um câmbio mais favorável às exportações e principalmente problemas climáticos na Argentina, que reduzirão a colheita de soja e milho do país vizinho, devem garantir uma alta de preços globais de commodities agrícolas, com reflexos positivos também nas cotações internas. A atual safra no Brasil, ainda em andamento, se configura como a segunda maior da história, com 226,04 milhões de toneladas, queda de apenas 4,9% ante o ciclo 2016/2017, conforme a mais recente projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quinta-feira (8).

Principal produto na pauta da exportação brasileira, a soja tem a produção estimada em 113 milhões de toneladas pela Conab, montante 1% menor ante 2016/2017. A IEG FNP (antiga Informa Economics FNP), por sua vez, estima um volume maior de 114 milhões de toneladas. "E, se o preço médio subiu em relação ao ano passado, a receita obtida vai ser maior", afirma o analista da consultoria Aedson Pereira.

Efeito Argentina

Os cortes nos impostos de exportação de commodities agrícolas aplicados pelo presidente da Argentina, Maurício Macri, assim que ele assumiu, em 20 geraram a expectativa de que os agricultores do país ganhariam market share durante a safra 2017/18 e acarretaram a ampliação nas áreas de plantio de grãos, como soja, milho e trigo. O que os participantes deste mercado não contavam era com a severe estiagem nas lavouras nesta safra, capaz de causar perdas ainda não totalmente calculadas.

Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou as estimativas para a produção argentina de soja, a 47 milhões de toneladas, ante 54 milhões de toneladas projetadas no último levantamento, do mês passado. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires é mais pessimista que o USDA: espera uma colheita de 42 milhões de toneladas, 2 milhões a menos que no levantamento anterior, feito há uma semana. O número também é 12 milhões de toneladas inferior ao previsto no começo da temporada e 15,5 milhões de toneladas menor que o total colhido em 2016/17. E a Bolsa não descarta a possibilidade de novas revisões, para baixo. Só nas lavouras de soja, o recuo nas projeções de área cultivada nesta temporada já passa de 700 mil hectares. Ou seja, com menor produção na Argentina, a tendência de alta de preços globais se acentua, favorecendo a cadeia exportadora de soja brasileira.

Outros grãos

Já o faturamento do algodão tende a ter forte contribuição na alta do rendimento do agricultor em 2018 e, consequentemente, no VBP agropecuário. Os preços cotados na Bolsa de Nova York seguem em ascensão, baseados na ação de fundos de investimentos e perspectivas de avanço nas compras chinesas da fibra. Também nesta semana, o governo dos Estados Unidos reduziu as estimativas para os estoques domésticos do setor e aumentou as expectativas para exportação. Em 12 meses, no mercado futuro, os contratos com vencimento maio acumulavam alta superior a 13% até quinta-feira (8) na ICE Futures US, movimento que tem se refletido na tendência de preços no Brasil.

Entre os principais integrantes da cesta básica do consumidor brasileiro, o feijão se mantém com preços menores do que os do ano passado, até o momento, mas duas safras ainda estão por vir ao longo de 2018. Caso o cenário positivo para os valores do milho se confirme, agricultores que cultivam feijão podem migrar para o cereal em busca de melhores rendimentos financeiros, o que elevaria o preço médio do feijão. Vale ressaltar que, do ponto de vista de inflação, analistas não esperam que uma eventual alta traga riscos de grande relevância.

Fonte: Estadão adaptado pela IEG FNP

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