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05/01/2018 - Superávit comercial recorde

A despeito da turbulência política a qual o Brasil foi submetido ao longo de 2017, o encerramento do ano se deu envolto por relativo otimismo em relação ao crescimento da economia. Em meio ao arrefecimento da taxa de câmbio a um nível competitivo para as exportações e, ainda assim, sustentável para as importações, a redução da inflação para um patamar abaixo do piso da meta e a chegada da taxa básica de juros (nominal) a mínima histórica de 7%, os agentes econômicos viram as expectativas do mercado para o PIB do país saírem de 0,5%, no início do ano, para 1%, conforme o último levantamento contido no Boletim Focus.

O desempenho da economia, que está prestes a ser consolidado como acima do esperado, passou pelo superávit comercial recorde de US$ 67 bilhões, confirmado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na última terça-feira (02). Foi o melhor resultado da balança comercial brasileira desde 1989. Pela primeira vez desde 2011, as exportações tiveram uma variação interanual positiva, somando US$ 217 bilhões, enquanto que as importações somaram US$ 150 bilhões, o terceiro menor montante em dez anos. Assim, o saldo de 2017 superou em 40,5% o totalizado no ano anterior.

Com o quadro comercial favorável, o Banco Central ajustou negativamente sua projeção para o déficit em transações correntes, que era de US$ 16 bilhões no começo de 2017, para US$ 9,2 bilhões. O saldo obtido também colaborou com a redução de 69,3% do déficit da balança de pagamentos, que, de janeiro a novembro de 2016, somou US$ 17,6 bilhões, enquanto que, no mesmo período de 2017, totalizou US$ 5,4 bilhões. Tais dados, além de revelarem a atenuação do endividamento do Brasil, trazem consigo a perspectiva de aumento do investimento externo em 2018, em função do efeito positivo exercido sobre as expectativas do mercado.

Os prolíficos resultados mencionados foram provenientes tanto de ganhos de escala de produção quanto do aumento dos preços dos itens da pauta de exportação brasileira. Ao passo que o volume exportado de 692 milhões de toneladas representou um salto interanual de 7,2%, o aumento médio dos preços dos produtos exportados foi de 10,1%, segundo o MDIC. O órgão conferiu destaque a elevação das cotações de commodities como o minério de ferro (41%), o petróleo bruto (32,2%), a celulose (11,3%) e o açúcar bruto (10,7%). Já os semimanufaturados de ferro e aço tiveram elevação nos preços da ordem de 34%.


Agronegócio continua como protagonista na pauta de exportações brasileiras

O agronegócio, mais uma vez, foi protagonista da pauta de exportações brasileiras em 2017. Segundo o MDIC, sete dentre os dez produtos mais exportados no ano derivam da agropecuária. Em termos da receita auferida pelos exportadores, cerca de 41%, ou US$ 89 bilhões vieram do agronegócio. A safra de grãos foi recorde e, consequentemente, disponibilizou as commodities agrícolas ao mercado mundial a preços competitivos, de modo que o incremento das receitas veio, sobretudo, do aumento da escala de produção. Por sua vez, o aumento do consumo de carnes no leste asiático e Oriente Médio garantiu o suficiente vigor da demanda para impulsionar os preços mundiais do produto. Assim, mesmo que os volumes embarcados tenham subido apenas para a carne bovina, os avicultores e suinocultores também obtiveram receitas de exportação maiores.

As exportações de soja foram as que mais renderam divisas para o país, somando US$ 25,7 bilhões, em elevação de 33%, comparativamente ao ano passado. As vendas externas de carne de frango e bovina aparecem em sexto e oitavo, respectivamente, dentre os principais produtos de exportação brasileiros. As receitas das exportações de carne frango aumentaram, aproximadamente, 8%, chegando a US$ 6,43 bilhões. De maneira análoga, as receitas das vendas externas da carne bovina registraram aumento em torno de 16,5%, atingindo a marca de US$ 5,07 bilhões. As receitas dos embarques de carne suína, por fim, somaram US$ 1,46 bilhão em 2017, resultado 8,6% superior ao de 2016.

As perspectivas para o comércio exterior brasileiro em 2018 são delineadas sob o efeito do mesmo otimismo deixado pelos resultados de 2017. Caso as expectativas de crescimento mais vigoroso da economia brasileira se cumpram, a demanda brasileira por importações de bens intermediários e de capital, inevitavelmente, deve crescer. Apesar disso, os preços dos principais itens da pauta de exportação brasileira devem permanecer firmes, influenciados pela manutenção do ritmo de crescimento da economia mundial, para qual o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima 3,6%. Dessa forma, em função da maior representatividade das commodities na pauta de exportação brasileira, a obtenção de um saldo comercial tão positivo quanto o de 2017 recaíra sobre a produção desses itens.

 

Fonte: IEG FNP

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