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20/04/2017 - Em meio ao caos político-econômico, Brasil se destaca como player na pecuária mundial

Em meio ao caos político-econômico, Brasil se destaca como player na pecuária mundial

Mesmo com a pior recessão econômica que o país já enfrentou, uma crise política que não parece ter fim e a recente Operação Carne Fraca, que colocou em dúvida a qualidade das carnes brasileiras, o Brasil continua a se destacar como importante player no mercado internacional de carnes. Os muitos mercados conquistados nos últimos anos, fazem do país um grande provedor de proteínas animais, cada vez mais difícil de ser substituído.

Apesar de muitos mercados se fecharem temporariamente para a proteína animal brasileira, com a operação da Polícia Federal (PF) “Carne Fraca”, o impacto negativo nas exportações foi muito menor do que o esperado inicialmente. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) negociou a reabertura dos mercados que haviam se fechado, esclarecendo a verdadeira gravidade dos problemas e aumentando as medidas de inspeção dos frigoríficos envolvidos de forma a garantir que os consumidores não correriam nenhum risco, isto parece ter sido suficiente para que, em poucos dias, o ritmo de exportações fosse retomado num nível que pode ser considerado muito próximo do normal.

“O Brasil é um dos mais importantes players do mundo em proteína animal, o que torna complicado para outros países restringirem seus produtos”, explica José Vicente Ferraz, diretor técnico da IEG FNP. De acordo com o USDA, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o segundo maior produtor desta proteína, atrás apenas dos Estados Unidos. No caso da carne bovina o Brasil seria o segundo maior exportador mundial, logo após a Índia.

Em março deste ano, de acordo com o Mapa, as exportações de carnes atingiram US$ 1,35 bilhão, um aumento de 9,2% ante o US$ 1,23 bilhão do mesmo mês de 2016, sendo o principal item negociado no mês a carne de frango, com US$ 644,15 milhões.

“Com toda a turbulência que a se vive internamente, e que se reflete inevitavelmente na situação econômica e queda de consumo interno, as exportações são uma válvula de escape importantíssimas, e isso tem garantido um desempenho do setor muito melhor que outros setores da economia”, afirma Ferraz. O diretor técnico comenta, ainda, que há perspectivas de que se possa crescer em termos de exportações, principalmente pela dinâmica do mercado internacional, que continua a aumentar o consumo de proteínas animais e têm vários fornecedores importantes envolvidos em problemas de produção.

A Austrália, um dos grandes players do mercado mundial de carne bovina, poderá sofrer uma queda de 3% no abate de bovinos em 2017, resultando em 7,1 milhões de cabeças, o que abriria espaço para que outros fornecedores ocupassem seu lugar no mercado internacional. Um outro player importante do setor é os Estados Unidos, com a possível guinada ao protecionismo de Trump, que deverá enfraquecer as relações comerciais com importantes aliados e outros países que tinham os EUA como grande consumidor de suas exportações. Nestes casos, a IEG FNP acredita ser possível que os países eventualmente prejudicados por políticas protecionistas dos Estados Unidos, possam redirecionar suas importações para outros exportadores, como o Brasil.

O México, por exemplo, consome quantidade significativa de carne bovina exportada a partir dos EUA, cerca de 60% da sua importação total, e é um exemplo de possíveis aliados comerciais dos EUA que pode redirecionar suas importações. O Japão também é um grande importador que poderá procurar por outros fornecedores, se houver um maior atrito comercial entre as nações. A própria China tende a aumentar significativamente as suas importações de carnes, principalmente de carne bovina, nos próximos anos e, caso um clima de tensão se estabeleça com os EUA, esta poderá mudar a dinâmica das suas importações e procurar outros mercados para negociar.

Esta perspectiva do mercado internacional aumenta a possibilidade de um provável aumento das exportações brasileiras. Este fator, quando somado ao consumo interno que deve parar de encolher, pelo menos, no curto prazo, aponta para uma situação em que o setor possa, em meio as intensas e imprevisíveis crises política e econômica que o país atravessa, ter um desempenho muito melhor que outros setores da economia e, com um pouco de otimismo, crescer modestamente.

Além disso, esta poderá ser uma ótima oportunidade para que investidores nacionais e internacionais adquiriam ativos bastante depreciados pelas crises atuais, e que têm perspectivas boas de recuperação em médio prazo.  

Fonte: IEG FNP

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