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21/10/2016 - Preço da gasolina sobe no Rio, mesmo com redução pela Petrobras

Embora a Petrobras tenha anunciado uma redução nos preços dos combustíveis na sexta-feira passada, a gasolina e o diesel ficaram mais caros para os cariocas na última semana. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço do litro da gasolina subiu 4,64%, em média, passando de R$ 3,793 (entre os dias 9 e 15 deste mês) para R$ 3,969 (entre os dias 16 e hoje). No caso do diesel, a alta chegou a 2,86%, de R$ 3,035 para R$ 3,122 no mesmo período.

Em ambos os casos, gasolina e diesel chegam ao fim de outubro com o preço mais alto de todo o mês, diz a ANP. De acordo com especialistas, um dos culpados é o etanol (álcool), que representa 27% da composição da gasolina. Na última semana, por exemplo, o preço do etanol subiu 9,9% no Rio, passando de R$ 2,997 para R$ 3,294. Além disso, dizem eles, os postos de combustíveis aproveitaram para recompor suas margens de lucro, já que a crise econômica reduziu o consumo de derivados.

Na sexta-feira passada, a Petrobras anunciou a redução do diesel em 2,7% e da gasolina em 3,2% na refinaria a partir de sábado. Se essa queda fosse repassada ao consumidor pelos revendedores, destacou a estatal, o recuo no preço final poderia chegar a 1,4% para a gasolina e 2,7% no diesel, em média por litro no Brasil. No país, informou a ANP em seu boletim semanal, o preço da gasolina subiu 0,4%, de R$ 3,654 para R$ 3,671. O diesel ficou praticamente estável, de R$ 3,002 para R$3,005.

Segundo Marcio Perin, analista da Informa FNP Consultoria, houve uma combinação de reposição de margem por parte dos postos de combustíveis e de aumento do preço do etanol. Perin afirmou que, com base em dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta do etanol hidratado (o vendido diretamente na bomba) chega a 30% desde julho e o etanol anidro (que é misturado à gasolina) subiu 21% no período. Para ele, os preços vêm subindo, já que as usinas preferem destinar a cana-de-açúcar para a produção de açúcar (alimento), cujos preços estão em níveis recordes:

- E os preços do etanol devem continuar subindo até o fim do ano devido à entressafra. O etanol anidro sobe menos porque a negociação é feita com base em contratos de médio prazo, diferente do hidratado, que é no mercado livre.

Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), afirma que o avanço maior dos combustíveis no Rio pode ser explicado também pela alíquota de ICMS, uma das maiores do país, o que, segundo ele, acaba refletindo no preço final da gasolina.

- O etanol já vem subindo por uma questão de entressafra. Além disso, outro peso é o fato de os postos estarem com as margens apertadas com a redução das vendas de gasolina e diesel. Nesse momento, aproveitam para recompor as margens.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) diz que o preço do combustível é composto por vários fatores, como tributo, frete e remuneração. "O anúncio de redução de preço no produtor não significa uma redução do mesmo patamar no preço final. Isso fica mais evidente no caso da gasolina, cuja composição leva 27% de etanol anidro, que tem registrado elevação em seu preço", afirmou em nota o Sindicom.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) diz que não se pode atribuir ao álcool anidro a elevação nos preços da gasolina. Segundo ele, embora tenha um nível de mistura de 27% na composição da gasolina, o peso efetivo do biocombustível é de cerca de 15% no seu preço de bomba:

- É muito difícil, o mercado tinha de achar um culpado e como o preço do anidro estava subindo, vamos elegê-lo como responsável pela alta da gasolina. 

Fonte: IEG FNP

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