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Anuário da Pecuária Brasileira 2015

03/12/2015 - Oportunidades, desafios e estratégias para tornar a carne de peixe mais atrativa entre os brasileiro

Oportunidades, desafios e estratégias para tornar a carne de peixe mais atrativa entre os brasileiros

Algumas estratégias poderiam fidelizar consumidores e aumentar a participação do pescado no mercado de carnes

O atual cenário de preços altos da arroba do boi gordo no Brasil pode ser uma boa oportunidade para a cadeia produtiva de pescado conquistar novos mercados. Dois estudos acadêmicos revelam como poderia ocorrer a transferência de consumo da carne bovina, a preferida dos brasileiros, para o pescado e como as mulheres tornaram-se as grandes consumidoras em potencial da carne de peixe, apontando estratégias para que o setor de pescados ganhe mais competitividade, a exemplo do que já acontece com as carnes suína e de frango.

Estima-se que o pescado responda por apenas 13% do consumo domiciliar de carnes no Brasil, enquanto que aves, bovinos e suínos representem, respectivamente, por 40%, 35% e 13%. Hoje o consumo per capita de pescado é de cerca de 12 kg por ano. Embora esse índice tenha aumentado nos últimos anos, ele segue muito abaixo da carnes bovina (44 kg/ano) e de frango (42 kg/ano), aproximando-se apenas da carne suína (15,4 kg/ano). Os dados foram estimados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.

A possibilidade de o setor de peixes aproveitar o atual cenário para expandir mercado é tema da tese de doutorado Tendências para o consumo de carne bovina, de Fernanda Scharnberg Brandão.

A demanda por pescados é muito sensível à elevação de preços, havendo reduções significativas no consumo quando isso ocorre. Sua elasticidade-renda aponta que há efeito positivo do aumento da renda na demanda e no consumo de pescados, ou seja, o aumento de renda das famílias pode afetar diretamente a quantidade adquirida do produto. A informação mais relevante nesse cenário de aumento de preços da carne bovina é que a elevação de preços das demais proteínas animais proporcionaria uma elevação na quantidade consumida de pescados (elasticidade cruzada).

É com base nessa informação da elasticidade cruzada da carne de peixe que se vislumbra uma grande oportunidade comercial que a aquicultura nacional poderia aproveitar melhor, tendo em vista os atuais preços de outras carnes no varejo, viabilizando uma ampliação da participação de mercado (market share) dos pescados no mercado de carnes, principalmente no consumo domiciliar.

Qual a melhor estratégia para fidelizar consumo de pescado?

Uma outra pesquisa aponta que o setor de pescados deve voltar suas ações para as preferências de consumo das mulheres, seja na compra para preparo no domicílio ou na alimentação fora da residência.

Um recente levantamento mostra a preferência no consumo de carnes nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde foram entrevistadas 2.136 pessoas de 8 diferentes municípios. As coletas foram realizadas em locais de grande fluxo, na região central das cidades e em terminais de ônibus urbanos. Nessa ocasião perguntou-se às pessoas “Quais os DOIS tipos de carne que mais prefere?”, possibilitando a identificação das opções principal e secundária.

Os resultados mostraram que na primeira opção de preferência de consumo 50,4% das pessoas optam pela carne bovina; 18,9% carne de frango; 13,9% carne suína; 11,8% carne de peixe; e 5,1% carne ovina. A 2ª opção preferencial de consumo de carnes é menos concentrada em apenas um item, sendo a carne de frango a preferida de 27,9% dos consumidores (Tabela 1). Os pescados surgem praticamente no mesmo patamar da carne suína na segunda opção preferencial de consumo, respectivamente, 19,4% e 21,6% das pessoas.

A pesquisa mostrou que existe correspondência entre os tipos de carnes preferenciais e o sexo das pessoas entrevistadas (homens e mulheres), indicando forte tendência de segmentação dessas preferências, nas duas opções de compra. A mulheres indicaram uma preferência pelo consumo de carne branca (pescados e aves) na primeira opção de consumo, repetindo esse padrão na segunda opção de preferência.

(Resumo do artigo do AnualPec 2015 de autoria de Ricardo Firetti - Zootecnista, pesquisador em Economia da Apta /SAA-SP.

José Luis Lima Astolphi - Zootecnista, Coordenador do Curso Superior de Agronegócio da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

Sheila Merlo Garcia - Zootecnista, professora da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

Dalton Skajko Sales - Zootecnista, consultor em gestão da Agroinova

 

Fonte: Anuário da Pecuária Brasileira 2015

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